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02/12/2008 11:56
Cultura (in)útil
Informações recebidas ao longo dos últimos meses:
* A origem da palavra aluno vem da expressão sem luz, em latim. O que justificaria o tratamento concedido até hoje por alguns professores a seus pupilos...
* Conforme o professor Luiz Augusto Fischer, o termo favela surgiu quando ex-combatentes de Canudos foram morar no Rio de Janeiro. Favela era um tipo de vegetação comum no sertão e dava nome a um morro dessa região.
* Guion significa roteiro em espanhol. Em um documentário que assisti com o Selton Mello ele comentou que seria a definição mais adequada, já que o roteiro realmente serve como um guia para um diretor. E provavelmente vem daí o nome do cinema em Porto Alegre. Sobre o qual, aliás, nunca questionei a origem...
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Morro da Favela, by Tarsila do Amaral
enviada por Flávia Cunha
07/11/2008 15:46
Socorro!!!!!!
Estamos no início de novembro e desde a semana passada já vejo decorações natalinas em vários shoppings e lojas da cidade.
Meo-deus! Aonde vai parar o desejo do comércio de incitar o consumismo desenfreado nas pessoas? E o pior é perceber que tem gente que vai na onda e se endivida para comprar presentes de valores astronômicos para a família.
Meu caso não é de pão-durismo, porque acho ótimo dar coisas bacanas para quem gosto. O que me irrita é a obrigação!
E daqui a pouco, começam as musiquinhas natalinas nos corredores dos centros comerciais... Que medo!

enviada por Flávia Cunha
26/10/2008 18:17
Chips
Como esse blog não segue uma linha editorial coerente e é governado por uma mente frívola e instável como a minha, aproveito o espaço para trazer (mais uma) recordação de infância.
Li no jornal de hoje uma matéria sobre o seriado Chips, que era uma febre nos anos 80. Daí, me lembrei de rodar pela casa de triciclo com uns óculos escuros velhos na cara, só pra parecer com o Erik Estrada.
Vem daquela época minha paixão pela marca Ray Ban, mas até hoje não tive coragem de dispender uma pequena fortuna em um par. E mesmo já tendo passado por um acidente, continuo achando o máximo motos.
Pra vocês verem como meus gostos são estáveis. O que significa que:
a) Eu sou uma pessoa decidida ou...
b) ... sou chata pra caramba, porque não mudo nunca!
Reparem nos óculos dos dois... E na calça justésima do Erik!
enviada por Flávia Cunha
21/10/2008 17:45
Hibernação
É nesse estado letárgico que venho me sentindo de uns tempos pra cá. Não é à toa, que o blog está sem atualizações há mais de duas semanas. A vontade que eu tenho é mais de ouvir, do que falar ou escrever.
Pra não deixar o lance aqui completamente parado, posso dizer que estou lendo muito, por obrigação e por lazer.
A biografia do Caio Fernando Abreu que adquiri recentemente, de autoria de Jeane Callegari, é simplesmente divina. Uma delícia saber cada vez mais sobre meu autor predileto.
Também está sendo prazeroso aprender, em sala de aula, sobre escritores que admiro há muito tempo. É o caso de Guy de Maupassant, que tive conhecimento por acaso, na biblioteca do meu avô, quando este já era falecido.
Li pela primeira vez Contos Fantásticos com uns oito anos de idade. Reli esse livro muito vezes até sair precocemente, algum tempo depois, daquele quarto, onde está até hoje a estante com as obras que foram daquele homem tão inteligente e carinhoso.
E, agora, na minha (ainda) raquítica estante tenho um livro de Maupassant que foi dele. Emprestado pela minha mãe, mas que eu não pretendo devolver. Porque acho que o véio Acis Canabarro Travassos Alves ficaria orgulhoso do encantamento que sinto por um dos mestres da literatura francesa.
enviada por Flávia Cunha
03/10/2008 17:53
Mais Estranho Que a Ficção *
Estou em um momento de auto-ficção. Explico. Às vezes a vida é tão
complicada, que a gente acaba recriando a realidade, de forma a amenizar as coisas.
Nada de bombástico aconteceu comigo, não. Mas eu preferia que houvesse eventos mais glamurosos, felicidade extrema e fogos de artíficio todos os dias.
Como isso não é possível, e o cotidiano é feito de rotina e atos repetitivos. Vou lá fazendo o meu script pessoal do dia-a-dia, reiventando eventos, tudo com trilha sonora.
O figurino não é de grife e o cenário às vezes deixa a desejar. Mas na imaginação, minha vida vira filme (ou seriado) com direito a Oscar, Emmy e tudo o mais.
Tapete vermelho everyday, galera! Ao menos nos meus devaneios...

* Filme dirigido por Marc Forster e protagonizado por Will Ferrel.
enviada por Flávia Cunha
22/09/2008 17:10
Pílulas
* Adorei o Ensaio sobre a Cegueira, do Fernando Meirelles, baseado no livro fantástico do José Saramago. Como raras vezes me aconteceu, não me decepcionei com uma adaptação da literatura para o cinema.
* Gostei do Ainda Orangotangos, filme dirigido pelo gaúcho Gustavo Spolidoro. É um plano-seqüência de Porto Alegre. Pra mim, a cidade é a protagonista das histórias malucas vividas por insanos. É um delírio quase onírico, mas combina bem com o clima da obra escrita por Paulo Scott.
* Impliquei com o Batman - O Cavaleiro das Trevas. Não, é claro, com o maravilhoso Coringa, interpretado com maestria por Heath Ledger, recentemente falecido. Não curti foi a atuação de Christian Bale. Muito mecânico e pouco visceral pra ser um super-herói atormentado como sempre foi o Homem Morcego. Preferi muito mais Aaron Eckhart, como o Duas Caras. Mas gosto é gosto...
* Assisti tardiamente Iron Man, o Homem de Ferro. Achei muito bacana a história, a trilha sonora é puro rock n'roll e Robert Downey Jr ficou bem nesse papel nada politicamente correto.
* Sem nada mais a declarar, por aqui me despeço.

enviada por Flávia Cunha
15/09/2008 13:35
Cada um no seu quadrado
Uma das coisas mais difíceis que existe é se colocar no lugar dos outros. A gente sempre acaba tendo uma postura meio egocêntrica, de achar que os próprios problemas são mais graves e sérios do que os alheios.
Procuro fazer esse exercício continuamente, de me imaginar em determinada situação que não corresponda somente ao meu umbigo e à minha visão de mundo.
Nesse final de semana, eu estava em um bar perto da minha casa do qual meu pai é habituê. Conhece os clientes, as donas e a filhinha de uma delas, de 7 anos.
A Duda está vivendo um grande conflito, o de não conseguir abrir mãos das rodinhas extras para andar de bicicleta. Eu, na hora, me lembrei do drama que foi para eu conseguir ter o equilíbrio necessário para isso. Feito que é simples para adultos, mas extremamente complexo para crianças.
Bati um papo com a menina, que me garantiu que continuaria até ficar velhinha andando com a sua bike e o equipamento adicional. Eu falei que não, que parecia complicado, mas uma hora ia se tornar simples.
Depois disso, fiquei matutando... Será que vai no futuro eu enxergarei todas as questões que me atormentam agora dessa maneira? Tipo: "Puxa, parecia tão complexo e na verdade era uma bobagem..."?!
Sinceramente, espero que sim. Mas acho que devemos respeitar as angústias de cada faixa etária. Nada mais arrogante do que menosprezar as dores alheias...
"B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.
Sou eu que te levo pelos parques a correr,
Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar.
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
Você roda em mim e o mundo embaixo de você.
Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar..."
By Toquinho
enviada por Flávia Cunha
04/09/2008 14:19
Oldie show
A rainha do pop pode ser considerada uma mácula no meu (suposto) bom gosto musical, que inclui rock n'roll e suas vertentes, além de MPB (na minha opinião) de qualidade.
A Madonna não tem a ver com a maioria dos sons que eu aprecio. Toca em qualquer rádio e quase nunca na estação que eu sou fã de carterinha, por exemplo.
Mas é a mais forte do que eu. Meu lado mulherzinha vibra de felicidade quando vejo a minha ídola na TV ou escuto uma daquelas canções antigas, tipo Like a Virgin, Vogue ou Holiday.
Não é à toa que, no distante ano de 1993, juntei a grana do estágio que fazia na época e rumei para São Paulo, para um daqueles clássicos bate-e-volta. O destino era o Estádio do Morumbi, que dificilmente deve ter tido um dia tão GLS.
O evento era o The Girlie Show. Com ela, claro. Além da lembrança viva da performanence de palco e da simpatia da Madonna, nunca vou me esquecer da festa no ônibus em meio a gays mega divertidos, em companhia da Mu e da Vivian, minhas parceiras na aventura.
Quinze anos depois, não terei a chance de conferir a energia da diva aos 50 anos. O repertório atual não me atrai tanto quanto as músicas dos anos 80. Mas se tivesse grana e tempo, certamente embarcaria nessa viagem!
Mas a recordação tá lá, guardadinha na minha memória. Valeu cada centavo gasto. Além de todas as calorias ingeridas em uma dieta hipercalórica de pobre, com salgadinhos e bolachas recheadas, que foram as únicas coisas que comi durante dois dias. Nunca engordei tanto em tão pouco tempo. Mas e daí?!
Gostosona e glamurosa aos 50 anos. Não é pra qualquer uma! Fala sério!!!
enviada por Flávia Cunha
27/08/2008 20:21
Um dia eu chego lá...
Tive o privilégio de assistir durante dois dias, dentro da Semana de Letras da UFRGS, a um mini-curso com o tradutor da primeira versão para o português do livro Visões de Cody, do genial Jack Kerouac. O lançamento deve rolar no primeiro semestre de 2009, pela LPM.
O Guilherme da Silva Braga expôs, de forma muito honesta e divertida, as curiosidades e dificuldades que enfrentou durante esse processo. A começar pelo fato de que essa obra é a mais experimental do escritor beat.
Segundo o tradutor explicou, existem trechos da história que são transcrições de gravações de festas em que Kerouac e doidões amigos dele participaram. Em outras partes, há fluxos de pensamento ininterruptos, sem pontos e sem vírgulas. Também há momentos com poesia, muitas gírias, neologismos e citações a drogas da época, como a benzedrina.
Vocês imaginem o trabalhão que o cara passou! Principalmente porque ele tentou não se basear nas traduções para outras línguas, com receio de que pudesse cometer possíveis erros.
Uma das partes mais interessantes foi quando ele mostrou palavras inventadas pelo autor, como hottentot sun, traduzida livremente por sol quentucky.
Nesse exemplo, o Guilherme perguntou se a solução encontrada por ele seria plausível, já que ainda há tempo para eventuais mudanças. Eu me manifestei, dizendo que tinha amigas que falavam quentucky, para se referir a uma ceva quente. O cara ficou super feliz com a informação, dizendo que então a idéia dele não era tão louca assim... (Não é verdade, Ale?)
Para finalizar, o tradutor explicou que para um livro desse tipo seja publicado de forma perfeita, ele criou uma espécie de manual, para orientar o revisor, em meio a frases truncadas e idéias loucas do escritor, passadas para o nosso idioma.
Demonstrando que é um profissional modesto, o palestrante comentou, mais de uma vez, que sabia que receberia críticas, por ser o primeiro a se aventurar nessa empreitada. Mas quer saber? Quem não é criticado, ainda que de vez em quando? Só quem não se expõe, por medo da avaliação alheia!
O autor de "On The Road", em meio a reflexões.
enviada por Flávia Cunha
18/08/2008 15:11
Ó vida, ó ceus
Adoro inventar teorias para diversas situações da vida. Uma delas se refere a expectativas, projetos e afins. Prefiro sempre pensar que as coisas vão dar errado, para evitar decepções. Sempre falei que era a Teoria do Pensamento Negativo.
Não foram poucas as vezes que recebi críticas por isso. O argumento mais recorrente era de que pensar de forma positiva refletiria diretamente nas conseqüências práticas do dia a dia.
Pois lendo dia desses uma edição antiga da Superinteressante (de junho deste ano), dei de cara com uma matéria que defendia com diversos argumentos racionais a minha querida teoria. Um dos citados é o filósofo alemão Schopenhauer*, que era um pessimista de carteirinha.
A reportagem afirma que os otimistas, por nunca esperarem problemas, acabam se frustrando com mais facilidade. Nem preciso dizer que adorei ter elementos teóricos para embasar a minha visão pessoal sobre esse assunto.
Pra mim, esse lance de fazer do limão uma limonada é muito auto-ajuda. Lair Ribeiro demais para o meu way of life... E tenho dito!!!
* Uma palhinha do pensamento do cara:
"A consciência humana é uma mera superfície, tendendo a encobrir a irracionalidade inerente à vontade.
Por isso, ela é a causa de todo sofrimento, uma vez que lança as pessoas em uma cadeia perpétua de aspirações sem fim, o que provoca a dor de permanecer algo que jamais consegue completar-se.
Segundo tal concepção pessimista, o prazer consiste apenas na supressão momentânea da dor".
(editada livremente por mim, com base na wikipédia)
Schopenhauer curtia o budismo, como eu...
Será que é um dos sintomas de ser pessimista?
enviada por Flávia Cunha
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