Babado - Famosos Pertinho de Voc�

Blig da Zapeatrix

31/03/2007 14:39

Mudança

Caros,

o Zapeatrix está mudando de casa.

Há quase três anos, a coluna nasceu no iG, e foi no iG que cresceu, mudou e se desenvolveu. Durante todo esse tempo, tive o apoio e liberdade que precisei para ver o projeto se tornar o que se tornou, cheio de conquistas e motivo de orgulho. Tem sido uma jornada sensacional (e talvez até divertida demais para um ganha-pão, mas não espalha!). E agora é hora de uma nova etapa.

Sem drama: o Zapeatrix vai apenas passar a ser hospedado em outro portal a partir desta segunda (2). Tenho certeza de que não teremos dificuldade nenhuma em nos encontrarmos novamente. Aliás, nem vou entrar no mérito da óbvia e enorme importância que os leitores tiveram até agora, porque esta não é uma despedida, e espero que vocês continuem comigo. Conto com todos, dos leitores cujos comentários já viraram parte de minha rotina àqueles mais silenciosos, nessa nova fase.

Adorei passar esse tempo todo com vocês. Tomara que tenha sido só o começo.

beijos,

Carina

enviada por Zapeatrix



29/03/2007 00:38

Quer ver a Íris ao vivo no Gran Hermano?
Sério mesmo?


Se por algum motivo que me escapa à compreensão você sentir uma necessidade urgente de assistir à já ex-BBB Íris em seu intercâmbio no Gran Hermano argentino, a titia aqui ajuda. Não entende, mas ajuda.

É só clicar aqui para ter acesso à transmissões abertas aparentemente ao vivo do programa. Divirta-se.

enviada por Zapeatrix



29/03/2007 00:19

Ídolos 2: Na estréia, detalhes são mau presságio

Para aqueles de nós que lembraram, esta quarta foi a estréia da segunda temporada de Ídolos, o programa que poderia ter salvo o SBT no ano passado, mas que acabou sofrendo um pouco na queda de braço entre seu potencial pop e a identidade popularesca da emissora. E, no pouco que foi mostrado neste episódio de estréia, a queda de braço continua – e quem está perdendo é o lado errado.

A boa notícia é que a primeira fase de Ídolos é aquela em que muito pouco pode dar errado. O entretenimento está nas mãos dos tipos bizarros que lotam as filas de audições, dos jurados engraçadinhos e dos candidatos que provocam empatia. Como na temporada passada, tecnicamente essa fase também vai muito bem, obrigada. Uma olhada rápida pode fazer parecer que está tudo bem.

Mas Deus está nos detalhes, meus caros, e os detalhes indicam que vem chumbo grosso à frente.

Se na temporada passada, que teve um início quase impecável, a coisa acabou degringolando, o que dizer de uma estréia em que as pessoas que lapidam o conceito do programa acham que é realmente uma boa idéia colocar uma menina linda como a Ligia Mendes vestida de Daniel Azulay para apresentar? Pior ainda foi ver o programa se apoiando em uma muleta desnecessária ao bombar o tal Júnior Artista em todos os blocos. Na temporada passada, Tidinha foi uma candidata bizarra que aconteceu espontaneamente e depois foi explorada à exaustão até perder a graça. Fazer isso já no primeiro episódio não é bom sinal.

enviada por Zapeatrix



28/03/2007 13:44

O beijo de Monica e Rachel

A tal cena do beijo entre Jennifer Aniston e Courtney Cox, anunciada há meses para bombar o final de temporada de Dirt, série da intérprete de Monica, foi ao ar na noite desta terça nos EUA. E, honestamente, só perde para o fiasco do não-beijo de América. Meia-boca que só. Literalmente.


enviada por Zapeatrix



27/03/2007 15:02

Grey´s Anatomy: Staring at the Sun

Atenção: comentários sobre episódios contêm spoilers para quem não viu. Se esse for o seu caso, evite o post.

(Este texto deve ser lido acompanhado de uma garrafa de tequila. Toda vez que eu inventar uma derivação de “mulherzinha” você toma uma dose. Mais ou menos como eu faço quando o povo de Grey´s fala “seriously”. Hic.)

Tenho alguns leitores meninos que, quando Grey´s Anatomy pega mais forte no mulherzinhismo, reclamam que o programa vai fazê-los ovular. Pois se eles viram o episódio desta segunda, Staring at the Sun, não só devem ter ovulado, como também desenvolvido seios maiores que os peitorais de Frank. Mulherzinhíssimo. Mas uma das grandes qualidades de GA é exatamente a eficiência com que levanta essa certa bandeira em favor do direito de se exercer a mulherzinhice. Não é de se espantar, portanto, que em um grande episódio como foi este, houvesse mães cantando para seus bebês, mães com ciúme das babás, filhas entendendo o abandono afetivo da mãe, namoradas protegendo seus parceiros – ou os impelindo a colocar implantes nos seios.

Sei que o episódio teve desenvolvimentos dramáticos importantes, e eu chego lá. Mas antes preciso dizer que, para mim, esse episódio teve uma cena que é simbólica no aspecto mulherzinhístico tão próprio da série. E foi uma cena até bobinha: é quando Izzie é flagrada comparando apalpando o peito siliconado de um paciente e comparando enquanto apalpa o peito natural do colega Karev. Ora, que subversãozinha deliciosa! Grey´s é assim: uma série em que apalpar silicone pra ver se é igual é coisa de mulher.

A força do episódio, no entanto, esteve nas mãos de Christina, O´Malley e Miranda. Três grandes atores tendo a oportunidade de desenvolver histórias interessantes agora que Meredith e Derek nos deram um descanso. Foi um grande episódio e é graças a eles – embora Callie e Addison tenham colaborado. E a Sony tenha jogado contra, estragando a cena de Karev e Izzie nos intervalos!!!!

*

Ah, sim. A saideira: mulherzinhóvski.

enviada por Zapeatrix



26/03/2007 23:21

Lost no AXN: 3x4 - Every Man for Himself

Atenção: comentários sobre episódios contêm spoilers para quem não viu. Se esse for o seu caso, evite o post.



Sabe qual é a melhor forma de definir Every Man for Himself? Lembrar que teve uma cena só com Des e Paulo pagando de gatinhos e essa não foi nem de longe a melhor parte!

Every Man for Himself é o melhor episódio da temporada até agora, e essa já é a segunda semana consecutiva que você lê essa frase aqui. A trajetória deste terceiro ano de Lost é crescente – se os primeiros episódios foram meia-boca, a boa notícia é que a série está ficando cada vez melhor.

Sawyer tem uma filha e luta boxe sem camisa. Ah, sim, e trai qualquer um para salvar sua vida. Sawyer e Kate fingem novamente um romance para os telespectadores. Jack perde uma paciente. Kate desiste de fugir para esperar por Sawyer mas, de certa forma, faz sua escolha ao responder ao lema de James Ford com o lema do doutor: quando ele insiste que ela vá embora e argumenta “every man for himself”, ela rebate com “live together, die alone”. E, claro, a revelação final de que estão em outra ilha.

Tudo muito bom.

Mas o que há de mais genial neste episódio é o retrato dos Outros. Foi o ápice da construção que começou desde que o então Henry Galé disse que eles é que são os good guys. Essa dualidade, esse questionamento bélico, de certa forma, é a grande força dessa história. Os mocinhos sempre somos nós.

Os Outros perderam um ente querido pelas mãos dos Losties (Kate: What happened? Sawyer: WE happened). Sofreram como sofrem os losties, perderam a cabeça como eles perdem, mantém os...outros cativos como eles mantiveram. E, ao brincar com a cabeça de Sawyer, Ben ainda joga na cara: nós não somos matadores. Se ele diz a verdade, não sabemos. Mas se há algo que sabemos muito bem é que aqueles que se apresentam como mocinhos da história não podem dizer o mesmo.

Texto originalmente publicado em 29/10/2006

enviada por Zapeatrix



26/03/2007 13:49

O ornitorrinco

O ornitorrinco é um animal que a evolução esqueceu. Parou no meio. Abandonou alguns milhões de anos antes de terminar a obra: coberto de pêlos, bico de pato, mama, bota ovo...Uma bagunça. Talvez em algum momento evolutivo o bichinho tenha até sido o fino na bossa. Mas hoje basta olhar para ele (que é simpático, não me entendam mal) para desconfiar que a evolução brincou de rascunho e fez uma colagem de projetos nunca terminados, com um resultado sem passado nem futuro e um tanto anacrônico. O estranho trabalho evolucionário é tão claro que eu não sou a primeira a me apropriar do animalzinho como metáfora (aqui).

No começo do mês, Silvio Santos decidiu ressuscitar seu programa dominical. Retomou atrações como o extinto Tentação e voltou a comandar horas da tarde de domingo. O resultado chega a ser incômodo, tão estranho quanto ver um bicho peludo com bico de pato – se nos tempos finais o Programa Silvio Santos já era mais folclórico do que qualquer outra coisa, ver o apresentador retomando exatamente a mesma fórmula depois de morta e enterrada é a confirmação, desnecessária, de que o SBT é uma emissora que a evolução esqueceu. Brincar de colegas de auditório a esta altura do campeonato é mais que míope – é desesperado. Não à toa, mesmo com o esforço do patrão à frente das atrações, o novo Programa Silvio Santos amarga o terceiro lugar.

Para tentar se livrar da cara de ornitorrinco, o SBT estréia nesta segunda sua nova programação. Como não tem mais assessoria de imprensa, a emissora fez um lançamento oficial no Domingo Legal, com a presença das estrelas da casa e etc. O lançamento com alguma pompa também tenta livrar a casa do estigma – justíssimo – de inconstância que a persegue e afasta telespectadores e anunciantes. De acordo com a nova programação, a partir de hoje o SBT estréia a novela Maria Esperança às 19h15 e uma “faixa de shows” às 20h15: o bem-sucedido Supernanny vai ao ar às segundas; Você é o Jurado, com Ratinho, às terças; Quartas e quintas terão a nova temporada de Ídolos; e sexta é dia de Curtindo com Reais. O Charme, com Adriane Galisteu, vira talk show e vai ao ar de segunda a sexta, meia-noite e meia. Também diariamente, vai ao ar às 21h15 o jornalístico SBT Brasil. Hebe entra às 22h de segunda, faixa que às quartas é de Sem Controle e às quintas de A Praça é Nossa. O novo projeto de Ana Paula Padrão, SBT Realidade, vai ao ar depois da Hebe.

Antes mesmo da estréia, vale a pena dizer que a nova grade da casa apresenta organização e coerência raramente vistas no SBT. É uma programação sólida e que faz sentido.

Mas ver que mesmo quando a proposta é sólida aparecem atrações como um programa de calouros apresentado por Ratinho e um game show teen comandado por Celso Portiolli (no horário nobre) é preocupante. Mais preocupante ainda é ver as referências explícitas da emissora – o site do SBT hoje convida os interessados a se inscreverem para participar de um programa “estilo O Céu é o Limite”, show de perguntas e respostas de 1955. Definitivamente, uma emissora que a evolução esqueceu. Difícil é saber, hoje, quem tem mais chances contra a extinção: o SBT ou o ornitorrinco.

enviada por Zapeatrix



23/03/2007 10:20

House: Uma odisséia

Atenção: Comentários sobre episódios contêm spoilers para quem não viu. Se esse for o seu caso, evite o post

Odisséia
substantivo feminino
1 longa perambulação ou viagem marcada por aventuras, eventos imprevistos e singulares
2 narração de viagem cheia de aventuras singulares e inesperadas
3 travessia ou investigação de caráter intelectual ou espiritual



  • Um amigo que acaba de começar a ver a primeira temporada de House (graças ao programa de evangelização que realizo com a caixa de DVD embaixo do braço, divulgando a Palavra) demonstrou preocupação com a possibilidade de o formato se tornar cansativo. Ele cogitou esse cansaço, é bom que se diga, após atingir a marca de cinco episódios assistidos em seqüência – marca respeitável, mas ainda aquém de meu recorde secreto da memorável maratona Veronica Mars em 2005. De qualquer forma, tranqüilizei o rapaz. Não vai demorar para ele entrar no processo que atinge seu ápice nesta terceira temporada.

    Quando House começou, há três anos, era uma série bem escrita com um ator brilhante. E já estava ótimo. Um formato bem definido a tornava um programa acessível a qualquer audiência, mesmo a eventual. Há três anos, se você perguntasse a um telespectador sobre o que a série tratava, ele diria que era sobre um médico sarcástico que desvenda diagnósticos misteriosos. Hoje, o mesmo fã responderia que é a odisséia de um homem em dor. Nenhuma série na TV atual – e honestamente eu não me lembro de outra em épocas passadas – teve um desenvolvimento tão consistente e orgânico quanto House. A evolução é tão eficiente que até parece natural, espontânea. Coisa que apenas bons escritores sabem fazer.

    Nesta nova temporada, o que era desenvolvimento no ano anterior passa a ser realidade e plataforma para novos vôos – os pacientes da semana são os eventos imprevistos e as aventuras singulares da definição de odisséia acima, que sempre acrescentam novos elementos à travessia intelectual e emocional de Gregory House. De tal maneira que, em determinado momento mais para frente, há um episódio em que simplesmente não há diagnóstico de doença – apenas um diagnóstico pessoal.

    House é hoje a odisséia de Gregory. Talvez não tenha a pretensão de ser a odisséia dO homem contemporâneo, mas é sem dúvida a de um homem contemporâneo. Suas duas marcas mais profundas – a racionalidade e a discussão sobre a dor – são próprias de nosso tempo. Assim como são os valores desse herói, tão diferente dos protagonistas das odisséias da antiguidade, mas, como eles, ainda um personagem que carrega exacerbados os ideais e defeitos de uma época.

    A jornada desta odisséia é feita de forma ainda mais interior do que sugerem as quatro paredes do hospital, apesar de as histórias se passarem cada vez mais fora delas. O final da temporada passada representou isso de forma não menos que brilhante. Meaning, o episódio de estréia do novo ano, começa com House ao ar livre, correndo, ao som de Feel Good Inc. É o tipo de mudança que até pode assustar, mas a esta altura ninguém mais se engana - tudo é parte de um processo do personagem, sempre. Nosso herói estará sim em novos cenários este ano. Mas a odisséia continua acontecendo no mesmo lugar: seu cérebro.

    enviada por Zapeatrix



    22/03/2007 16:08

    Estréia de 4º ano de Nip/Tuck é pouco
    mais que vitrine




    Atenção: Comentários sobre episódios contêm spoilers para quem não viu. Se esse for o seu caso, evite o post

    Depois de ver o episódio de estréia nesta quarta (Fox, 22h), é difícil saber o que a nova temporada de Nip/Tuck nos reserva. Ou melhor: no que diz respeito aos novos arcos narrativos e participações especiais, já sabemos tudo. O que ficou faltando é qualquer dica de como os novos temas serão trabalhados.

    No primeiro episódio da quarta temporada (a quinta estréia em setembro nos EUA), o conteúdo do ano é disposto como em uma vitrine: as participações especiais estão finas, como a ostentação de Kathleen Turner, Brooke Shields e Larry Hagman (sendo que a última será recorrente) em um só episódio demonstra. Mais para frente, teremos ainda Jacqueline Bisset, Rosie O´Donnel, Alanis Morissete, entre outros. O suspense tradicional explorado na temporada passada com o Carver também ficou de lado, e os temas abordados são aqueles que consagraram a série (e que no fundo o Carver também tratava) – Christian de repente descobre que pode ser gay; Sean e Julian terão que lidar com o fato de esperarem um filho com uma grave deformação estética; Sean e Christian decidem abrir mão da propriedade da clínica.

    O problema é que talvez tenha sido um pouco de coisa demais para um episódio. Ou elaboração de menos. As coisas foram um pouco jogadas (pelo menos nos padrões de excelência da série), especialmente a questão da homossexualidade de Christian. Como disse, apenas uma vitrine do que virá.

    enviada por Zapeatrix



    22/03/2007 13:46

    AI: Ok, o Sanjaya...

    Todo mundo que acompanha a cobertura do American Idol deve estar esperando há tempos o momento em que eu desistiria do Sanjaya, e até que não demorou. Quando vi o cara ontem vestido de Michael Jackson, logo antes da apresentação, já fiquei bem preocupada. Assim que ele abriu a boca, dois fatos ficaram claros. O primeiro é que ele tem e sempre terá minha voz e estilo favoritos da temporada. Nos primeiros acordes eu quase esqueci do visu MJ. O segundo é que ele não tem a menor noção do que está fazendo. E aí não dá mesmo.

    É até impressionante sua falta de traquejo. Uma das coisas que sempre mais me chamou a atenção no AI é que, não importa se o candidato tem 16 anos e mora em uma fazenda de uma cidade com 150 habitantes. Eles sempre se portam como estrelas experientíssimas, sabem lidar com as câmeras, se mexer no palco, treinados por décadas de cultura pop e high schools de filme. Nesse aspecto, nunca houve alguém como Sanjaya no programa: tímido, inexperiente, desengonçado. Seria até charmoso, se não fosse tão exagerado. Talvez seja cedo demais pra ele.

    Isto posto, acho que vale o post da semana passada: Chris Sligh, o melhor cantor da competição, sai oficialmente do segundo lugar e assume o posto de meu favorito #1 e Blake Lewis permanece como o cara que deveria ganhar este ano (ontem ele foi péssimo, aliás, e os caras amaram. Eu adoro o Blake. Mas ele cantou muito mal. Fora que é impossível cantar Jamiroquai. Mas ainda torço para ele derrubar o Sligh na minha preferência).

    enviada por Zapeatrix






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